segunda-feira, 9 de maio de 2011

a música que dança na minha cozinha, por causa dela

A SETA E O ALVO - Paulinho Moska

Todo dia eu chego em casa, na divisória da cozinha com a sala tem um mini som.. ligo Paulinho Moska e espero essa música.. cada dia escolho uma das combinações dessa poesia e mando pra ela, por mensagem. Acrescento um 'te amo', um 'beijos', um bobo recado de qualquer coisa para que ela saiba o quanto eu a amo, admiro sua trajetória, respeito suas escolhas e torço pelo seu êxito.
E êxito, pra mim, não é só a grana, nem o sucesso, mas a persistência, a dedicação, o amor dedicado às pessoas e aos projetos que se sonha
Tem uma porção de gente me perguntando: "como é que você aguenta? ficar longe da filha assim?" - Eu não digo nada, eu rio, porque não há explicação prum amor que não quer obsessivamente para si, que sabe que a filha, por mais que seja sua, é imensamente do mundo e contém em si um mundo também.. outro mundo, outra ideia, outra vida..
Esse tal de amor incondicional enche minha vista de embaçamento e minha vida de sorte.

Silvana.


Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

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