E de tudo um pouco, senti. Talula tem um quarto com cama pra arrumar todos os dias, pratos para lavar, um laptop pra chamar de seu, um discernimento para correr riscos por seus ideais - ou por pura experimentação -, uma voz clara e meiga na medida respeitosa para iniciar bons contatos acadêmicos. Tem parceiras em casa dispostas a educá-la quando necessário, e amá-la e apoiá-la sempre.
Ouvi dessas duas pessoas tão queridas e que eu respeito pra caralho observações e elogios à minha filha que me fizeram em minutos usar todos os disfarces que aprendi na vida para não cair num choro de amor. Uma experiência prática de como a vida, a convivência, é troca, partilha, e aprendizagem mútua.
Talula hoje tem metros de crescimento na medida para andar pelas ruas daquela cidade e saber que a civilização de onde ela veio é tão rica e capaz que a cedeu ao mundo. Ela tem a percepção do amor, a graça de toda menina baiana com um santo que deus dá, a preguicinha de uma adolescente pequeno burguesa, a inteligência (sem limites!) de uma geminiana integrada ao seu tempo.
Silvana
